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Aconteceu com uma professora da Rede Estadual

Agora a onda dos comerciantes é o assédio político. Outro dia a comerciante só faltou me bater perguntando se eu apoiava o Lula por causa do meu adesivo vermelho da greve onde “Em luta” a lunática leu “Em Lula”. Hoje, comprando um inocente molho de salada tive o desprazer de testemunhar o comerciante e um cliente falando as maiores barbaridades da turma “o PT destruiu o Brasil” chamando quem é contra impeachment de burro, ladrão e outras ofensas mais. Outro cliente, visivelmente incomodado, não resistiu e começou a responder. Eu,puta com as merdas que estava ouvindo, pensei se ia embora ou pagava, acabei pagando (eu realmente precisava para aquela hora do molho de saladas, rs!). Mas quando saí, falei: “Assunto tipicamente inapropriado para um comércio! “. Foi uma torta de limão  linda, o cara ficou extremamente puto, muito mais do que com as respostas do outro cliente. Até porque, pra essa galera, não importam argumentos racionais, eles só querem destilar ódio. Acabei incomodando mais o otário mostrando a falta de profissionalismo dele.

Por Mariana Affonso Penna

Nota da Associação de Pais e Amigos da Escola Pública .

NOTA DA APAEP – DC

A APAEP – DC – Associação de Pais e Amigos da Escola Pública de Duque de Caxias, vem de público manifestar nossa preocupação em relação à condição financeira do Estado do Rio de Janeiro e em especial, nas consequências disso para a educação pública em nosso Estado. Declaramos ainda, nosso apoio aos Profissionais da Educação em greve, pelo legítimo direito de lutar por melhores salários e condições de trabalho; aos estudantes que também manifestam suas reivindicações através das ocupações de escolas e ainda, aos aposentados que só receberam seus salários a partir da intervenção da Justiça.

Queremos uma solução democrática do impasse gerado pela greve e nos colégios ocupados pelos próprios alunos, pois entendemos que o que prejudica mesmo a educação no Brasil é a falta de respeito com ela!

Historicamente a greve acontece para mostrar as condições que os trabalhadores são submetidos e as ocupações são um protesto legitimo do movimento estudantil, uma espécie de greve dos estudantes, que a Secretária de Educação não está dando o devido valor.

O que a SEEDUC deveria estar fazendo? Convocar representantes das ocupações, ouvir e dar respostas. Ao contrário disso temos encontrado um culto a violência como maneira de tirar os alunos das escolas. Não é com intimidação que vai ser resolvido o impasse e sim com dialogo! Infelizmente não é isso que temos visto por parte do Governo do Estado do Rio de Janeiro. O Secretário vai atender as reivindicações de obras estruturais? Em alguns casos há salas com mais de 50 alunos. Vai diminuir o número de alunos por turmas? Vai ao menos dar um cronograma de obras? Culpar os gestores locais pela infraestrutura de cada unidade escolar não é resposta satisfatória.

Estamos indignados com o cancelamento do cartão Rio Card, que dá o acesso aos estudantes das escolas ao direito de se locomoverem no espaço urbano. Nossos estudantes constroem sua cidadania transitando pela cidade também. Quanto mais o adolescente se prende a sua casa ele menos se forma. Esse fato especificamente está atiçando brigas entre os alunos que desejam desocupar e os ocupantes. Há relatos que em algumas escolas, até bombas são jogadas nos pátios. E nós consideramos uma tentativa de coação o corte da energia de alguns colégios ocupados e carros com vidros pretos cercando a escolas durante o horário da noite. O razoável é colocar patrulhas da Policia Militar para dar proteção aos colégios. Usar a força do Estado para perseguir adolescentes sem negociar é covardia e não podemos ficar imparciais diante desses relatos.
Esperemos não menos que uma atitude democrática de ouvir os estudantes.

Esperamos sobretudo, uma solução para que nossos alunos não percam o principal, uma Educação Pública de qualidade, uma escola participativa, onde nossos filhos aprendam também, o exercício verdadeiro da cidadania e da democracia.

Duque de Caxias, 02 de Maio de 2016.